Inspiração Influx by Evelise Toporoski

Qual a melhor metodologia de ensino de inglês?

Não é difícil encontrar uma escola de inglês, o problema, é saber qual delas tem mais a ver com você. Um aspecto essencial na hora de escolher a escola é conhecer a sua metodologia, ou seja, o jeito que a escola ensina o idioma.

Algumas priorizam a parte teórica para depois ensinar a prática, e outras priorizam a conversação sem estudar a gramática. Há escolas que aplicam uma metodologia mais moderna, mesclando as abordagens.

Por isso, é interessante você conhecer cada uma delas para quando visitar a escola não leve em consideração apenas o preço ou o espeço físico, mas também como você vai aprender, e em quanto tempo.

Para entender como funcionam os métodos, é necessário saber quais as abordagens de ensino usadas hoje nas escolas.

Estas são as principais abordagens de ensino de idiomas:

Tradicional

metodo-tradicional-ensino-grego.jpgEsta é a forma mais antiga de ensino de idiomas. Segundo o site Guia de Carreiras, essa abordagem surgiu no Iluminismo (entre os séculos 17 e 18) com a difusão do ensino de latim e grego nas escolas.

Nesse formato o aluno aprender a tradução literal de cada palavra, por meio da gramática normativa. As aulas são bem teóricas, com exercícios de memorização de conteúdo.

As escolas que utilizam esta abordagem para ensinar inglês trabalham com a tradução de palavras soltas ou por meio de textos inteiros que são traduzidos em sala. E não tem jeito, a saída para aprender assim, é decorar cada palavra e as regras gramaticais da língua, o que torna o método de ensino mais demorado.

 

Direta

metodo-direto-gestos.jpgEsta abordagem acredita no ensino por meio do contato direto com a língua. Em sala todos seguem uma regra de ouro: não falar outro idioma a não ser o que está sendo ensinado. Aí vale tudo, falar, gesticular e mostrar imagens para tentar ser entendido.

Esta abordagem fez sucesso entre a década de 1930 e 1940. Um de seus principais defensores foi Antonio Carneiro Leão, e para ele, o estudante deve começar a pensar em outra língua, sem traduzí-la para ter o contato direto com o idioma.

O ensino passa pela sequência de ouvir, falar, ler e escrever, com conversação e compreensão de texto e gramática. Contudo, em momento nenhum o aluno utiliza o português.

Audiolingual

Esta abordagem virou moda depois da Segunda Guerra Mundial, a partir da década de 1950 e inicialmente era chamado de ‘método de exército’. Um de seus defensores foi o psicólogo Harvard Skinner, que acreditava que os seres humanos podem ser treinados com um sistema de reforço.

Aqui o foco é falar e ouvir, sem escrita ou leitura. Aulas são apenas orais, com perguntas e respostas. No Brasil, esta abordagem foi muito utilizado nas escolas para ensinar francês e latim para nossos avós!

O sistema funciona mais ou menos assim: o professor fala uma frase correta, e os alunos repetem. Depois faz uma pergunta e o aluno responde, se errar, o professor repete a forma correta e pede para o aluno repetir.

Nessa abordagem não há contato com a parte teórica, não explica nem contextualiza a gramática, pois acredita-se que ele aprenderá por meio da repetição das sentenças.

Comunicativa

Desenvolvida na década de 1970 e atualmente é a abordagem defendida pelos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN). As aulas são baseadas em situações cotidianas que tenham a ver com a realidade sociocultural do aluno.

O foco principal é aprender a língua no contexto em que ela realmente é utilizada, apresentando situações como em um restaurante, em casa ou por telefone. Além disso, trabalha com a comunicação entre os alunos nestas situações, e assim eles trabalham com a troca de suas experiências.

Por exemplo, para trabalhar os verbos no passado, o professor pergunta a cada aluno o que ele fez no último fim de semana. Assim, a pessoa aplica a nova língua nas situações de seu dia a dia.

Além disso, são trabalhados também leitura e escrita relacionadas às situações cotidianas, incentivando a reflexão de cada uma delas.

Lexical

A abordagem Lexical, criada por Michael Lewis, defende o conceito de que a língua é composta por "pedaços prontos de frases" e combinações de palavras, ao invés de palavras soltas. A ideia dessa abordagem é fazer com que alunos aprendam frases já prontas, onde junto ao vocabulário, o aluno aprenderá a gramática e a pronúncia. Tudo de forma integrada. Dessa forma, o aprendizado será rápido e eficaz. O aprendiz comete menos erros, uma vez que ele não traduz palavra por palavra.

Na abordagem Lexical, o aluno é levado a se comunicar lançando mão de todas as habilidades comunicativas: Leitura, escrita, fala e audição. Trabalhando tudo isso através das combinações de palavras e frases.

 

Agora que você conheceu cada abordagem de ensino, já pode visitar as escolas de inglês com mais conhecimento e entendendo mais sobre algumas abordagens. Quando visitar uma escola, procure saber qual abordagem ou abordagens de ensino estão presentes na metodologia utilizada por eles.

 

Método x Abordagem

Muitas escolas explicam qual é sua metodologia, mas geralmente não falam sobre as abordagens de ensino que trabalham. Mas, afinal, qual é a diferença entre método e abordagem?

Em uma abordagem estão presentes princípios e teorias que formam a base de um sistema de ensino. Uma abordagem é o resultado de pesquisas em torno de uma área do conhecimento. No caso do ensino de inglês, existem várias abordagens, como vimos acima.

O método de uma escola, é a aplicação da abordagem no material e no passo a passo das aulas. Ou seja, o método é a abordagem colocada em prática! 

 

 


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