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A moda agora é aprender inglês e fazer intercâmbio na terceira idade

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Aprender um novo idioma faz bem em qualquer idade. Dá mais independência para quem deseja viajar, conhecer novas culturas e comunicar-se com pessoas de diferentes países.

Além disso, o cérebro também é estimulado e aumenta sua flexibilidade cognitiva, segundo um estudo do The Journal of Neuroscience - isso quer dizer que a capacidade de se adaptar a novas circunstâncias fica ainda maior. Segundo o Annals of Neurology também é possível adquirir mais agilidade mental e facilidade para fazer testes e leitura em outras áreas.

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Aprender uma nova língua faz bem em qualquer fase da vida, mas os benefícios são ainda mais evidentes na terceira idade. A psicóloga Ellen Bialystok, da Universidade de York, no Canadá, chegou a conclusão de que o exercício de aprender a nova língua estimula o cérebro e retarda o aparecimento de problemas mentais, como o Alzheimer.

Seja por questão de saúde, para visitar familiares em outros países ou para fazer um intercâmbio, é cada vez mais comum os idosos buscarem aprender uma nova língua. Contudo, existem algumas diferenças de aprendizado em relação aos alunos mais novos, que as escolas de idiomas devem levar em consideração.


Perfil

No Brasil, a população idosa já representa 8,56% da população, segundo o IBGE. A expectativa é que em 2020 eles já representem 18,02% dos brasileiros. Segundo a ONU, em 2050 a quantidade de pessoas no mundo com mais de 60 anos será maior do que as com menos de 15 anos. Ou seja, é uma fatia considerável do mercado consumindo boa parte dos produtos e serviços.

A partir dessas projeções, tanto empresas quanto governos começaram a se preparar para estas mudanças. Por isso, em 2003, foi sancionado no Brasil o Estatuto do Idoso, em que prevê uma série direitos para a população com mais de 60 anos. Um desses direitos é o acesso à educação, adequando programas educacionais e metodologias de ensino para ampliar a participação dos idosos nas escolas e universidades.

Segundo Rose Campos, em artigo na Revista Educação, existem algumas características comuns de alunos da terceira idade dentro da sala de aula, eles tendem a ser um pouco mais dispersos, tem dificuldade de memorizar e perdem-se diante de muita informação. Eles preferem aulas expositivas, mas também se adaptam bem fazendo trabalhos em grupo e discussões em sala de aula. Ou seja, muda a maneira de aprender, mas não diminui a capacidade de aprendizado na terceira idade.

Por isso, os professores precisam adaptar suas aulas para atender estes alunos, com uma linguagem clara e acessível. Fazer relações com o cotidiano e estimular a sua criatividade também criará um ambiente propício ao aprendizado.

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A busca do curso de inglês vai além da vontade de aprender o idioma, é uma oportunidade de socialização e troca de experiências com outras pessoas. Quem não gosta, por exemplo, de ter a oportunidade de contar suas experiências de vida aos colegas? Se isso for estimulado em inglês, é uma maneira de potencializar o aprendizado.

Além disso, saem na frente as escolas que têm turmas homogêneas, para que os alunos mais velhos não se sintam intimidados com os mais jovens e com um ritmo mais rápido de aprendizado. Se os professores ainda notarem alguma dificuldade, é importante oferecer ensino personalizado com reforços individuais para que este aluno não fique desestimulado.

Depois de aprender a nova língua, este público tem buscado novas experiências, não apenas uma viagem para passeio, mas o intercâmbio estudantil para treinar o idioma.

Intercâmbio na melhor idade

Segundo a agência Canadá Intercâmbio, a procura de pessoas acima de 50 anos por intercâmbio cresceu 65% nos últimos dois anos, diz em matéria do Catraca Livre.

O aposentado Geraldo Guimarães, de 60 anos, entrevistado pela Folha de São Paulo, contou que ficou 20 dias em Londres conciliando o tempo entre passeios e tarefas de inglês, na mesma classe de jovens entre 18 e 19 anos.

Um ponto interessante é que os mais maduros geralmente preferem ficar em um hotel ao invés de casas de família como fazem os mais jovens, para manter sua privacidade.

De olho neste crescimento, muitas agências de turismo já têm programas especiais para atender adultos com mais de 50 anos que desejam praticar outras línguas fora do país, seja para nível básico ou avançado.

Alguns dos destinos preferidos são locais com clima mais ameno e cidades mais charmosas, como Londres, Paris, Roma, Barcelona ou Córdoba. Mas nada impede que outros também queiram conhecer novos destinos, como as cidades do Canadá, África do Sul e Austrália, aí é uma questão de gosto!

Fazer intercâmbio não é mais só coisa de jovem, e acredite, você não está muito velho para esta experiência! Caso seja um sonho que você ainda não realizou, aproveite a oportunidade de aprender um novo idioma e praticar em outro país, seja qual for sua idade!

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